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Início » Sustentabilidade no setor funerário: mitos e realidades sobre a cremação
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Sustentabilidade no setor funerário: mitos e realidades sobre a cremação

Diego VelázquezPor Diego Velázquez29 de janeiro de 20264 Mins de leitura
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Tiago Oliva Schietti esclarece mitos e realidades da sustentabilidade no setor funerário.
Tiago Oliva Schietti esclarece mitos e realidades da sustentabilidade no setor funerário.
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Conforme Tiago Oliva Schietti, a relação entre cremação e meio ambiente tem ganhado espaço nas discussões sobre práticas funerárias mais sustentáveis. Com o aumento da preocupação ambiental e a busca por alternativas que reduzam impactos ecológicos, a cremação passou a ser vista por muitos como uma solução moderna e ambientalmente responsável. No entanto, essa percepção nem sempre considera todos os aspectos técnicos envolvidos no processo.Leia esse texto até o final para saber mais sobre o tema!

Como funciona o processo de cremação do ponto de vista ambiental

A cremação consiste na incineração do corpo humano em fornos específicos, projetados para operar em altas temperaturas e com controle rigoroso de emissões, como explica Tiago Oliva Schietti. Esses equipamentos seguem normas técnicas e ambientais que determinam limites para a liberação de gases e partículas na atmosfera.

Do ponto de vista ambiental, o processo envolve consumo energético significativo, principalmente de gás ou energia elétrica. Por isso, a eficiência dos fornos e o cumprimento das normas ambientais são fatores determinantes para reduzir impactos, tornando a cremação um processo tecnicamente controlável quando executado de forma adequada.

Mitos comuns sobre cremação e meio ambiente

De acordo com Tiago Oliva Schietti, existem diversos mitos associados à cremação, muitos deles baseados em informações incompletas ou desatualizadas. Um dos mais recorrentes é a ideia de que a cremação é totalmente isenta de impactos ambientais, o que não corresponde à realidade técnica do processo.

Outro mito frequente é o de que a cremação sempre polui mais do que o sepultamento tradicional. Essa comparação direta ignora variáveis importantes, como tecnologia dos fornos, controle de emissões, uso do solo e gestão ambiental dos cemitérios, tornando a análise simplista e imprecisa.

Cremação e sustentabilidade no setor funerário explicadas por Tiago Oliva Schietti.
Cremação e sustentabilidade no setor funerário explicadas por Tiago Oliva Schietti.

Realidades técnicas da cremação sob a ótica ambiental

Na prática, a cremação pode apresentar impactos ambientais controláveis quando realizada em estruturas adequadas e devidamente licenciadas, como elucida Tiago Oliva Schietti. Fornos modernos contam com sistemas de filtragem e controle de emissões que reduzem significativamente a liberação de poluentes.

Além disso, a cremação elimina a necessidade de grandes áreas de sepultamento, o que contribui para a redução da ocupação do solo urbano. Essa característica se torna especialmente relevante em cidades densamente povoadas, onde o espaço físico é um recurso cada vez mais limitado.

Principais impactos ambientais associados à cremação

Embora seja considerada por muitos uma alternativa mais sustentável, a cremação não está isenta de impactos ambientais. Esses impactos variam conforme a tecnologia utilizada, a gestão do crematório e o cumprimento das normas ambientais vigentes, como avalia Tiago Oliva Schietti.

Entre os principais impactos ambientais relacionados à cremação, destacam-se:

  • Consumo de energia durante o processo;
  • Emissão de gases resultantes da combustão;
  • Necessidade de controle de partículas e odores;
  • Gestão adequada de resíduos sólidos;
  • Dependência de tecnologia e manutenção dos fornos.

A correta gestão desses fatores é fundamental para que a cremação seja ambientalmente responsável. Quando negligenciados, podem comprometer os benefícios frequentemente associados a essa prática.

Cremação versus sepultamento tradicional: uma comparação necessária

Na visão de Tiago Oliva Schietti, a comparação entre cremação e sepultamento tradicional exige uma análise ampla, que leve em conta diferentes impactos ambientais. Enquanto a cremação consome energia e emite gases, o sepultamento tradicional demanda uso contínuo do solo e pode gerar riscos de contaminação do lençol freático se não houver controle adequado.

Do ponto de vista ambiental, nenhuma das opções é completamente neutra. A escolha mais sustentável depende da infraestrutura disponível, das práticas de gestão adotadas e do cumprimento das normas ambientais em cada modalidade de serviço funerário.

Sustentabilidade e responsabilidade no setor funerário

No entendimento de Tiago Oliva Schietti, falar sobre cremação e meio ambiente é, acima de tudo, discutir responsabilidade ambiental no setor funerário como um todo. A sustentabilidade não depende apenas da escolha entre cremação ou sepultamento, mas da forma como os serviços são planejados, executados e gerenciados.

A adoção de boas práticas, certificações ambientais e investimentos em tecnologia são caminhos fundamentais para reduzir impactos e promover um setor funerário mais alinhado às demandas ambientais contemporâneas. Informação qualificada e transparência ajudam a desconstruir mitos e a construir decisões mais conscientes.

Informação técnica como base para escolhas conscientes

Em resumo, a decisão pela cremação deve ser baseada em informações claras, técnicas e realistas, livres de discursos simplificados ou promessas de impacto zero. Compreender os mitos e as realidades ambientais permite escolhas mais responsáveis, tanto por parte das famílias quanto dos gestores do setor funerário. Cremação e meio ambiente não são temas opostos, mas complementares quando tratados com seriedade, tecnologia e responsabilidade.

Autor: Vera Dorth

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